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Sou estudante do 8° semestre do curso de Administração na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Atualmente moro em Serra Negra - SP, cidade do interior do Estado de São Paulo. Me siga nas redes socias: Twitter: https://twitter.com/vinicius_sn | Facebook: https://www.facebook.com/vinicius.sousa.3192 | Snapchat: viniciuslapa | Instagram: https://www.instagram.com/viniciussol/

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domingo, 4 de outubro de 2009

A CAMPANHA
A campanha Saco é um Saco é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que quer chamar a atenção do cidadão brasileiro para o enorme impacto ambiental de um hábito aparentemente inofensivo: pegar sacos e sacolas plásticas. Os sacos e sacolas plásticas são produzidos a partir do petróleo ou gás natural, dois tipos de recursos não-renováveis. O impacto das sacolinhas começa aí: como consumimos sacolinhas aos bilhões em todo o mundo, e sendo elas descartáveis, a pressão por esses recursos naturais não para de aumentar. Depois de extraído, o petróleo passa pelo refino, que consome água e energia e emite gases de efeito estufa e efluentes. Quando chegam ao consumidor, depois de servirem para o transporte das compras, a maior parte das sacolinhas é reutilizada para acondicionar o lixo - mas, como são de graça e muitas vezes de baixa qualidade, aquelas que rasgam ou são desnecessárias, seguem para o lixo, sequer sendo separadas para a reciclagem. E os recursos naturais utilizados em sua fabricação são desperdiçados, sobrando apenas um resíduo que demora séculos para se degradar para a natureza dar conta. Muitos sacos e sacolinhas saem voando, outras são jogadas de qualquer maneira pela cidade. Essas sacolinhas desgarradas vão ajudar a entupir bueiros, ou se agarrar à fios de alta tensão, árvores, arbustos, ou acabarão boiando em corpos d’água e chegando aos oceanos. Nas cidades, as sacolas plásticas descartadas incorretamente agravam as enchentes e empoçam água das chuvas, podendo tornar-se focos de doenças, além de enfeiar o lugar onde moramos. Na natureza, podem ser ingeridas por animais, que sufocam ou engasgam ao confundí-las com alimentos. Os problemas ambientais das sacolinhas plásticas são muitos, por que elas são muitas - são bilhões todos os anos! - e está em nossas mãos diminuir esse impacto. Basta dizer “Não, obrigado” quando oferecerem uma. Basta adotar uma sacola retornável ou outra alternativa. Basta olhar com outros olhos para nossas ações cotidianas. A campanha Saco é um Saco quer a adesão de todos os brasileiros neste desafio. O consumo consciente é a resposta na qual o Ministério do Meio Ambiente aposta para diminuir o impacto ambiental coletivo dos sacos e sacolinhas plásticas, e sua participação é fundamental para isso. Recusar ou diminuir o consumo de sacos e sacolas plásticas, adotar uma sacola retornável ou outra alternativa são ações típicas do consumidor consciente. Reduzir o consumo de sacolas plásticas é só o começo de uma sociedade mais sustentável. Saco é um saco. Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você. Posicionamento e ações do Ministério do Meio Ambiente sobre o tema “Sacolas Plásticas” Para o Ministério do Meio Ambiente a utilização de sacolas plásticas por parte do consumidor, se insere na problemática tratada no âmbito do consumo sustentável ou consciente, abordagem principal do Processo de Marrakech, programa do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que visa incentivar os países participantes a elaborarem Planos Nacionais na busca de mudanças de comportamentos nas instâncias de produção e consumo. O Brasil aderiu ao Processo de Marrakech em 2003 e se comprometeu em promover o consumo sustentável como uma das diretrizes do Ministério do Meio Ambiente, mediante a definição de programas e ações a serem implementadas por intermédio da SAIC – Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental. Histórico e Ações do MMA O Brasil apresenta uma característica peculiar acerca das sacolas plásticas, que é o seu reuso para o acondicionamento de lixo por parte dos cidadãos de todas as classes sociais. Quando foram introduzidas na década de 1980, causaram uma revolução na coleta de lixo, especialmente das populações de classe baixa, que não compravam sacos de lixo. Enquanto menos de 10% dos municípios brasileiros contam com sistemas de coleta seletiva, ainda não é factível falar-se em banimento das sacolas plásticas. Em 2007, o MMA iniciou estudos sobre a questão, pesquisou números e formas de impacto das sacolas plásticas no meio ambiente, além de identificar as alternativas tecnológicas disponíveis no mercado e os possíveis usos pela sociedade, ficando evidenciado que a melhor solução para o Brasil vai na direção da redução do consumo aliada à utilização de alternativas tecnológicas e reforçada por meio de campanhas de conscientização. Em 2008, o MMA lançou a campanha “Consumo Consciente de Embalagens: A escolha é sua. O planeta é nosso”, quando se buscou promover o uso consciente de embalagens de um modo geral. Contou com parcerias de peso, de empresas que fabricam e empregam embalagens em larga escala e de entidades com grande influência na mudança de percepção do público sobre a questão, como supermercados, associações da indústria dos diferentes materiais usados nas embalagens, de organizações não-governamentais e da academia. O site da campanha tornou-se referência sobre o tema, oferecendo sugestões de alternativas e divulgando boas práticas e inovações, registrando um significativo número de acessos, o que levou o Ministério a mantê-lo no ar até hoje. A retomada do tema em 2009 visa responder aos anseios da sociedade na busca de soluções sustentáveis para o uso indiscriminado de sacolas plásticas, distribuídas gratuitamente nos estabelecimentos comerciais, utilizadas primeiramente para o transporte de produtos e posteriormente e em grande parte, para o acondicionamento de lixo, quando então seu destino final são os aterros sanitários ou “lixões”, onde levam até 500 anos para sua degradação. Sobre as alternativas tecnológicas atualmente existentes O Ministério do Meio Ambiente participa e promove eventos onde são discutidas alternativas tecnológicas para a confecção de novos tipos de sacolas plásticas, como a alternativa do uso dos oxi-biodegradáveis e dos chamados bioplásticos, com vistas a um melhor entendimento das conseqüências ambientais. Há o entendimento de que a utilização de alternativas tecnológicas como a utilização do oxi-biodegradável não resolve por si só os problemas ambientais causados pelas sacolas plásticas descartadas como lixo ou como recipiente para o lixo. Vale ressaltar que a alegada biodegradabilidade do plástico oxi-biodegradável pode levar à sociedade uma noção equivocada de que as sacolas plásticas produzidas com este material se desintegrarão naturalmente, tornando justificável seu descarte de qualquer maneira e em qualquer ambiente, o que efetivamente não acontece. O que ocorre de fato com o plástico oxi-biodegradável é que, sob certas condições de luz e calor, ele se fragmenta em pedaços, tornando a tarefa de manejo desses resíduos mais complexa, ao tempo em que ainda não foi determinado o seu impacto. No tocante aos bioplásticos, ou plásticos de fontes renováveis, que podem ser biodegradáveis e compostáveis, o entendimento predominante é de que a tecnologia deva ser desenvolvida e incentivada no Brasil, a exemplo do que já ocorre em outras nações, podendo, em um futuro próximo, vir a substituir o plástico de fonte não-renovável. No que diz respeito ao uso do bioplástico para a confecção de sacolas, observa-se que sem a implementação de uma política ampla voltada para a coleta seletiva na grande maioria das cidades brasileiras, aliada a sistemas de compostagem e biodigestores, a aplicação deste material apenas agravaria a situação dos depósitos de lixo no que diz respeito ao acúmulo de resíduos orgânicos, liberando mais gases de efeito estufa como CO2 e CH4. O uso indiscriminado de sacolas plásticas é hoje uma preocupação mundial, com um número significativo de países e cidades que já as baniram de seus cotidianos, substituindo-as por alternativas tecnológicas como as sacolas fabricadas com plásticos biodegradáveis ou mediante à implementação de sistemas de coleta seletiva, que dentre outros procedimentos, dispensam o uso de sacolas plásticas para o acondicionamento de lixo. Hoje, no Brasil, inúmeras casas legislativas em instâncias estaduais e municipais, vêm discutindo e aprovando normas que determinam a substituição das sacolas plásticas convencionais por sacolas de plástico oxi-biodegradável ou biodegradável, ou ainda sacolas retornáveis, ao tempo em que tramitam projetos de lei semelhantes no Congresso Nacional, mesmo não havendo ainda uma solução técnico-científico definitiva para o caso. Consumo consciente de sacolas plásticas e a nova campanha “Saco é um saco” No mundo são distribuídas entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas por ano. No Brasil, o número gira em torno de 12 bilhões anuais. Cada brasileiro consome cerca de 800 sacolas plásticas ao ano. Os números impressionam e chamam a atenção para este hábito arraigado na sociedade humana de aceitar o que é de graça e descartável, sem pensar nas conseqüências pós-consumo deste ato. A percepção de custo zero individual mascara a realidade do alto custo ambiental coletivo de aceitar sacolas plásticas em todas as oportunidades. A reciclagem desse material é de difícil mensuração, de vez que poucos sacos e sacolas plásticas são corretamente destinados, estando geralmente misturados a outros resíduos, ficando contaminados e inutilizados para a reciclagem. Ainda que o índice de reciclagem dos filmes plásticos (material com o qual são feitas as sacolas) fosse alto, o Princípio dos 3R’s ensina que a redução deve vir primeiro. No caso das sacolas plásticas, a redução do consumo desnecessário deve ser o primeiro ato. Dentro do entendimento de que a melhor solução para a questão das sacolas plásticas no Brasil é o consumo consciente das mesmas, o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental – SAIC, lançará no próximo dia 23 de junho, a campanha “Saco é um Saco”, pela qual se pretende chamar a atenção dos cidadãos brasileiros para o impacto ambiental de uma de suas ações cotidianas, pegar “sacolinhas” plásticas durante as compras. A campanha tem a intenção de incentivar o consumo consciente de sacolas, a adoção de alternativas como sacolas retornáveis e carrinhos de feira, e demonstrar que esta atitude é apenas o começo de um comportamento ambiental responsável. Recusar sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais sempre que possível, é uma das atitudes incentivadas pela campanha. A campanha adota o mote “Saco é um saco: Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você.” e está prevista para ter duração de seis meses, mediante recomendações em âmbito nacional, conscientização e divulgação de dicas e alternativas, estimulando o consumo consciente de sacolas plásticas. A campanha contará com filmes para televisão, material impresso, site e outras ferramentas de internet. Um dos instrumentos da campanha é o selo “Saco é um saco”, que será disponibilizado a todos os parceiros que aderirem à campanha e implementem ações que favoreçam o consumo consciente de sacolas plásticas. Estão convidados todos os setores da sociedade a participar desta iniciativa, varejistas, organizações governamentais e não-governamentais. Espera-se grande adesão à campanha, especialmente do varejo e da sociedade, como o início da construção de um Brasil mais sustentável. Conclusão A comunidade internacional aponta as sacolas plásticas como um dos grandes “vilões” do meio ambiente, não sem razão: elas são distribuídas gratuitamente em grandes quantidades todos os anos, em todo o globo, espalhando-se por cidades, campos, florestas, cursos d’água e oceanos. Desenvolver novos hábitos de consumo é cada vez mais urgente, mesmo que possa significar a diminuição das comodidades decorrentes da abundante disponibilização de sacolas plásticas para o transporte de compras de qualquer tipo, evidenciando obrigações do poder público de oferecer alternativas sustentáveis à sociedade. O Ministério do Meio Ambiente estimula o consumo consciente de sacolas plásticas, independente do material empregado em sua confecção, por entender que a redução é uma atitude que antecede à reciclagem. Em função da controvérsia que cerca as tecnologias alternativas hoje disponíveis, não cabe solicitar ou propor a substituição pura e simples das atuais sacolas convencionais ou seu banimento. Com relação a uma possível cobrança pelas sacolas, como já ocorre em alguns países, o MMA não tem uma posição conclusiva, uma vez que pesquisas indicam pequenos ganhos econômicos por parte da população, que reutiliza a sacola plástica para acondicionar seu lixo, sobretudo doméstico. Por outro lado, já vêm sendo adotadas no País experiências animadoras na troca de sacolas, cupons de desconto e do pagamento de bônus diretamente ao consumidor que recusa sacolas plásticas. Há informações sobre a existência de postos de coleta em algumas redes de supermercados, que voluntariamente recebem sacolas plásticas para reciclagem. São iniciativas que carecem ainda de escala e que ficam como sugestões para setor varejista. O aparente baixo custo das sacolas plásticas para o consumidor final, oculta o alto custo coletivo, tanto nos aterros e “lixões” por sua demorada degradação, quanto pelo forte impacto ambiental em outros espaços e aspectos da natureza. Dentre os prejuízos mais freqüentes, destacam-se os danos às redes de iluminação pública, a poluição visual, a obstrução de pontos de drenagem e a morte de animais que as ingerem ou nelas ficam presos. Por fim, o MMA aguarda a aprovação urgente da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, que levará a coleta seletiva a todos os municípios brasileiros, oferecendo assim, soluções para o acondicionamento e recolhimento dos resíduos sólidos, diminuindo a necessidade do uso de sacos e sacolas plásticas para este fim. A aprovação da PNRS será, sem dúvida, instrumento poderoso e igualmente educativo, além de funcionar como fator definidor de novas políticas públicas sobre o uso e reuso de embalagens de um modo geral. O consumo sustentável, em todas as suas dimensões, é a meta coletiva maior a ser alcançada e que começa com pequenas mas significativas mudanças de atitude no dia a dia de cada cidadão, instituição ou empresa. A discussão sobre sacolas plásticas traz à luz uma das ações mais comuns do cotidiano da sociedade atual, quando a quantidade do uso, demonstra o tamanho do impacto negativo acumulado que a população humana pode gerar, a partir de hábitos adotados sem reflexão sobre suas conseqüências ambientais. Com a campanha “Saco é um saco: Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você.”, o MMA pretende contribuir com esse processo de mudanças desejável, nos padrões de consumo da sociedade brasileira. CARLOS MINC BAUMFELD Ministro de Estado de Meio Ambiente IZABELLA MÔNICA VIEIRA TEIXEIRA Secretária-Executiva SAMYRA BROLLO DE SERPA CRESPO Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental

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