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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O verão brasileiro, que começa nesta segunda-feira (21), às 14h47, promete ser mais quente do que o normal. Essa é a avaliação do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
A temperatura deve ficar acima da média em todas as regiões, com exceção do Sul, onde os termômetros devem variar dentro da média climatológica durante o trimestre.
As previsões meteorológicas para o período destacam o Norte, onde a estação pode ser mais seca e com temperatura alta até março; situação a ser verificada também em grande parte do Nordeste. Para as regiões Sul e Sudeste, a tendência é de continuidade de grande volume de chuva, como foi constatado desde o mês de junho último.
No Hemisfério Sul a estação do verão, caracterizada por dias mais longos do que as noites, costuma apresentar mudanças rápidas nas condições diárias do tempo. O resultado disso é a ocorrência de chuva de curta duração e de forte intensidade, principalmente, à tarde. Considerando o aumento da temperatura do ar sobre o Continente, as precipitações são acompanhadas por trovoadas e rajadas de vento, em particular nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
El Niño
A meteorologista do CPTec, Cláudia Prestes, adianta que a tendência para o trimestre é de normalidade climatológica das condições nas demais regiões do País. Isso significa que o comportamento do clima deve acompanhar a média analisada nos últimos 30 anos nessas áreas.
“A previsão de um período mais seco ainda para o Norte e mais chuva para o Sudeste está baseada nas características da atmosfera e a presença do El Niño que está atuando no Pacífico Equatorial Central”, afirma.
O El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical. A ocorrência afeta o clima regional e global e muda os padrões de vento e regime de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. No Brasil, o fenômeno causa mais chuva na região Sul e seca no Norte.
O grande volume de chuva no Sudeste tem outras explicações. “Durante o verão, o pico da estação é janeiro. Neste ano, já está sendo bem atípico chovendo bastante desde o inverno, em especial, em São Paulo , além do Sul”, ressalta Claudia, lembrando que essas chuvas podem estar associadas à passagem de sistemas frontais e à formação do sistema meteorológico conhecido por Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), cuja principal característica é a ocorrência de chuva por vários dias.
Aquecimento Global
Diante das discussões sobre o aquecimento global, o pesquisador em mudanças climáticas, José Marengo, também do Inpe, esclarece que as previsões de um verão mais quente avaliam a variabilidade climática e não a mudança climática. “Tem também a atuação do El Niño que está se configurando e pode ajudar a aumentar a temperatura. A mudança climática é um processo de longo prazo, teríamos que analisar período de 50 a 100”, explica.
Marengo sustenta ainda que o aquecimento pode ser ocasionado tanto por processos naturais e como antrópicos (pela ação do homem) e tende a ser maior em áreas urbanizadas. Ele cita o caso da cidade de São Paulo, onde é possível, na mesma hora, registrar temperatura de 35ºC na Avenida Paulista e de 30ºC no Parque do Ibirapuera, a menos de 10 quilômetros de distância.
“Numa região do interior, como Cachoeira Paulista, onde o desenvolvimento industrial quase não existe, mesmo assim, a temperatura tem aumentado. Mas isso é bem mais acentuado numa cidade como São Paulo, Recife ou Rio de Janeiro, onde o que foi Mata Atlântica agora é concreto. A floresta e as lagoas ajudam a regular e amenizar a temperatura”, acrescenta.
Embora o especialista concorde com as afirmações sobre o aumento médio da temperatura do planeta (0,36 graus só em 2008 em relação aos registros de 1961), ele alerta que a informação pode não servir de parâmetro para avaliar o comportamento de locais específicos. “A média mistura os pólos com as regiões tropicais”, justifica.
O pesquisador também argumenta que a informação não deve ser usada para justificar o aumento da temperatura anualmente. “Se nós considerarmos os últimos 20 anos, o ano mais quente foi 1998, de quase 0,5 graus centígrados mais quente do que o normal. Neste caso, o efeito do El Niño foi mais forte, mas, depois disso, tem sido menos quente a cada ano”, conclui.
Regiões
Norte - A região Norte deve enfrentar um verão mais seco e quente. A previsão climática de consenso do CPTec, baseada na análise de diversos modelos climáticos, indica maior probabilidade de ocorrência de chuva abaixo da média histórica. As condições podem ainda ser diferenciadas, ao longo do trimestre, dependendo da localidade.
O extremo Norte apresentará volume de chuva abaixo da média. O índice no trimestre costuma ficar acima de 600 milímetros. Já a temperatura pode ultrapassar a máxima verificada em outros verões. Para o sul da região, a previsão é de normalidade, o que significa bastante chuva, como é comum nesta época do ano. Em especial, no Acre, Rondônia, sul do Amazonas e sul do Pará. “No Pará, por exemplo, a chuva começa em dezembro e, em janeiro, chove muito”, ressalta Cláudia.
A chuva deve ficar abaixo da normal climatológica entre o nordeste do Amazonas e centro-norte do Pará. No centro-sul do Tocantins, a previsão é de valores acima da média.
Nordeste - A região Nordeste deve enfrentar um verão mais seco e quente. A previsão do CPTec indica ocorrência de chuva abaixo da média histórica, entre 200 e 300 milímetros, no decorrer do trimestre dezembro de 2009, janeiro e fevereiro de 2010. A temperatura também deve ultrapassar as marcas dos últimos anos.
O comportamento deve ser diferenciado só na Bahia. A tendência é de que o estado apresente chuva acima da média. “A Bahia sofre um padrão de chuva bem parecido com a região Sudeste, devido à atuação de sistemas frontais que conseguem chegar a essas localidades com mais facilidade nesta época do ano”, explica a meteorologista do Inpe.
Sudeste - O verão na região Sudeste será quente e com a ocorrência de mais chuva em relação à média climatológica verificada nos últimos anos. De acordo com Claudia Prestes, essa é a época mais chuvosa da região, sendo o pico da estação em janeiro.
A chuva nessa região tem valores em torno de 400 a 600 mm nos três meses. A tendência é que o volume fique acima desse valor, o que já é observado desde o inverno. “Em São Paulo, nos oito primeiros dias de dezembro, choveu um terço da climatologia”, esclarece Cláudia.
Sul - A região Sul terá chuva acima da média. O volume deve ultrapassar a média (entre 300 e 400 mm) no próximo trimestre. Já a temperatura terá variação parecida com a de outros anos. Centro-Oeste - No Centro-Oeste, a chuva deve ficar de normal a acima da média. O maior volume deve ser verificado na área centro-sul, acima de 400 mm no decorrer do trimestre.

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