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terça-feira, 13 de abril de 2010

Representantes de movimentos indígenas, sociais e ambientalistas fizeram ontem (12), em Brasília, uma manifestação contra a construção da usina de Belo Monte. O movimento ganhou peso internacional com a participação do diretor do premiado “Avatar”, o canadense James Cameron. Ele pediu ao presidente Lula que cancele o processo de licitação da usina, segundo ele “um desastre ambiental”. “O desafiaria a ser um herói, que lidere o mundo para um novo paradigma de desenvolvimento sustentável”, sustentou. Para o cineasta, que além de “Avatar”, que foi recorde mundial de bilheteria, produziu também “Titanic” e “O Exterminador do Futuro”, a construção de Belo Monte repete o enredo do filme: a briga entre o desenvolvimento e a preservação. James Cameron contou aos manifestantes que esteve com os índios da localidade de Volta Grande, que será atingida pela construção de Belo Monte. O cineasta disse que os protestos contra a usina se tornarão uma luta pessoal para ele. “Vocês podem perguntar o que estou fazendo aqui, mas se assistirem meu filme vocês saberão qual é meu sentimento sobre isso”, disse. Segundo o cineasta, os índios pediram sua ajuda e ele aceitou. “Não posso ignorar. Os países devem ajudar a encontrar soluções socialmente responsáveis para resolver os problemas locais. Está tudo conectado, estamos todos no mesmo planeta. Os ventos, as correntes marítimas e a atmosfera não respeitam as fronteiras dos países”, argumentou. O diretor estava acompanhado dos atores Sigourney Weaver e Joel David Moore, que participaram de Avatar, e de sua esposa, a também atriz Suzy Amis Cameron. Alem de Cameron, os movimentos sociais do Pará também se manifestaram. A líder indígena Sheyla Juruna se emocionou ao falar do rio Xingu e sua ligação com a vida da população ribeirinha. “O rio Xingu é a nossa casa, é a nossa vida. Essa água para nós é como o sangue que corre em nossas veias”, lembrou. Sheila acusou o presidente Lula de ser o “grande vilão” no processo de retomada dos estudos sobre Belo Monte. “Ele é o grande falso. Nós apoiamos esse governo e agora ele nos dá as costas”. Os indígenas temem que a liberação de Belo Monte desencadeie uma série de novos projetos para construção de hidrelétricas ao longo do rio Xingu. “Estamos como uma mãe que está lutando por seu filho, para que ele não morra. Entendemos que Belo Monte é só o começo. Se não reagirmos vão matar nosso rio em toda sua extensão”, acentuou. Para o coordenador adjunto do Programa Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (PPDS/ISA), Raul Silva Telles do Valle, o Ibama foi irresponsável ao liberar o licenciamento ambiental da usina. “A diretoria do Ibama ignorou o documento emitido por técnicos do instituto acusando sérios problemas inconclusivos que não permitiam a liberação do licenciamento”, acusou o técnico. “O governo não pode ser o primeiro a desrespeitar as regras estabelecidas. Se há tanto interesse em que essa hidrelétrica saia, e se há tanto tempo se fala nela, por que não fizeram estudos adequados? O que não pode é jogar para baixo do tapete os graves problemas apontados pela equipe técnica e dizer para a sociedade que está tudo bem”. >> Quem paga a conta é o povo, diz MAB Para o representante do Movimento dos Antingidos por Barragens (MAB) no Pará, Rogério Höhn, a organização é contra o atual modelo energético brasileiro por causa dos impactos sociais e ambientais. Para ele, quem paga a conta da construção de grandes hidrelétricas é o povo brasileiro. “Tanto no financiamento das obras para grandes grupos econômicos como também no pagamento da tarifa da energia.” A representante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antônia Melo, afirmou que o governo e as empresas não informam a quantidade de pessoas que serão atingidas pela obra e estima que mais de 50 mil pessoas terão que ser deslocadas por causa da usina. Segundo Antônia, um empreendimento como Belo Monte não leva desenvolvimento para a região. “Basta olharmos para trás e vermos o que aconteceu com Tucuruí. O município e região só sofreram com as conseqüências da construção da usina. Nenhum benefício é deixado na região”, acentuou. Segundo a paraense, a participação de Cameron no movimento deve despertar outras lideranças mundiais numa espécie de pressão ao governo brasileiro para que desista da usina. “Não há comprovação de viabilidade econômica dessa obra, que também, do ponto de vista socioambiental, será um desastre”, disse Antonia. Os manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios e depois seguiram para a sede da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), onde está previsto acontecer o leilão para a concessão da usina, na próxima terça (20). O MABe o Movimento Xingu Vivo para Sempre, protocolaram um documento no Ministério de Minas e Energia e na Aneel pedindo o cancelamento da licitação. A construção da Usina de Belo Monte está orçada em R$ 19 bilhões. Com capacidade instalada de 11,2 mil MW, Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica brasileira e a terceira maior do mundo, segundo a Aneel. ADIAMENTO

A pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva (AC), defendeu ontem que o leilão de Belo Monte, marcado para o dia 20 de abril, seja adiado pelo governo. Na avaliação dela, é preciso analisar de forma transparente a viabilidade e todas as questões técnicas, sociais e ambientais que envolvem a usina, que será construída no Rio Xingu. (AE)

Fonte: Jornal Diário do Pará

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