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Sou estudante do 8° semestre do curso de Administração na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Atualmente moro em Serra Negra - SP, cidade do interior do Estado de São Paulo. Me siga nas redes socias: Twitter: https://twitter.com/vinicius_sn | Facebook: https://www.facebook.com/vinicius.sousa.3192 | Snapchat: viniciuslapa | Instagram: https://www.instagram.com/viniciussol/

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Gerdau decide não participar de consórcio de Belo Monte

SÃO PAULO (Reuters) - A Gerdau anunciou nesta segunda-feira que não integrará o consórcio que irá construir e operar a usina hidrelétrica de Belo Monte como autoprodutora de energia.

Em comunicado, a siderúrgica informou que, após estudos sobre a viabilidade de participar do consórcio Norte Energia, decidiu não integrar o empreendimento por entender "que, neste momento de retomada da demanda por aço, nos diferentes mercados de atuação da companhia, deve focar seus investimentos na sua atividade-fim, que é a produção de aço".

Em 1o de junho, o diretor de Meio-ambiente e Energia da Gerdau, Érico Sommer, havia afirmado que até o final do mês passado a decisão seria tomada, e que a siderúrgica também estudava a viabilidade de participar de outros leilões de geração de energia ainda em 2010.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, afirmou nesta manhã que entre segunda e terça-feira representantes do consórcio Norte Energia entregarão os documentos para a criação da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que irá construir e operar a usina de Belo Monte. O prazo final para a entrega dos documentos é 16 de julho, sexta-feira.

O consórcio Norte Energia, que venceu em 20 de abril o leilão da usina de Belo Monte ao oferecer um deságio de 6 por cento em relação à tarifa-teto de 83 reais por megawatt-hora estipulada pelo governo, tinha como participantes a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Mendes Júnior Trading Engenharia, J. Malucelli Construtora de Obras, Contern Participações e Comércio, Cetenco Engenharia, Serveng-Civilsan e Gaia Energia e Participações.

A usina, que será construída no Rio Xingu (PA), tem entrada em operação prevista para 2015 (primeira fase) e 2019 (segunda fase) e contará com capacidade média instalada de 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.

(Por Carolina Marcondes)

Reciclagem de óleo gera renda para 1,8 mil trabalhadores em todo o país
 
Ao jogar o óleo de cozinha usado na pia, o brasileiro não percebe que está ajudando a aumentar a contaminação dos córregos, rios e mares, além de colaborar para entupir o encanamento da sua residência e das galerias pluviais.


“Com uma iniciativa muito simples, os cidadãos podem ajudar na preservação do meio ambiente e na geração de renda para as pessoas carentes”, destaca a presidente da Associação Nacional para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo), Célia Marcondes. Segundo ela, o armazenamento do óleo em potes de vidro e o encaminhamento do produto para postos de reciclagem está gerando renda para 1,8 mil trabalhadores em todo o país.


“São pessoas que vivem só disso”, afirmou Célia, em entrevista à Agência Brasil. A associação que ela preside não se responsabiliza pela coleta, mas é responsável pela criação de redes que fazem esse serviço. Cerca de 50 entidades e empresas, de acordo com Célia, já estão interessadas em participar desse processo.


Na Grande São Paulo, a organização não governamental (ONG) Trevo é uma das responsáveis pela coleta desse material em cerca de 2,5 mil prédios. Segundo Roberto Costacoi, a ONG que preside coleta, em média, 270 mil litros de óleo por mês. Todo esse óleo de cozinha que é recolhido pelos prédios, bares e principalmente restaurantes fast food de São Paulo é depois tratado e repassado para grandes indústrias de biodiesel. Com esse trabalho, a organização se autosustenta e gera emprego para 50 famílias que recebem, em média, R$ 1 mil por mês.


“A reciclagem tem várias vantagens: uma é que vamos deixar um mundo melhor para nosso filhos e netos. Outra é que vai cair pela metade o gasto do condomínio com o desentupimento de esgotos e encanamentos – e sabemos que qualquer desentupidora não sai de sua base por menos de R$ 1 mil. Tem ganho material, ganho ecológico e geração de emprego”, destacou Costacoi.


Segundo a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 366 municípios do estado de São Paulo, a reciclagem do óleo de cozinha realmente diminui o número de trabalhos de desobstrução na rede de esgoto. Em Cerqueira César, bairro da capital paulista onde o trabalho começou a ser desenvolvido em 2007 com as ONGs Trevo e Ecóleo, 1,6 mil condomínios aderiram ao programa e o resultado foi que o número de desobstruções de esgotos diminuiu 26% em relação aos demais bairros operados pela Sabesp.


De acordo com Célia, uma família brasileira formada por cinco pessoas consome cerca de quatro litros de óleo por mês. Desse total, um litro é descartado e o restante absorvido na comida. Pelos cálculos da Sabesp, cada litro desse óleo que é descartado nas pias polui mais de 25 mil litros de água.


“A reciclagem gera postos de trabalho e renda e aquilo que é problema, que é resíduo, vai passar a ser produto para as indústrias, que precisam do óleo como matéria-prima. Há uma gama enorme de produtos (biodiesel, sabão, tintas, vernizes e massas de vidro) que podem ser feitos com esse material que estamos jogando fora de forma irresponsável”, resumiu Célia.


As pessoas, empresas e condomínios que estiverem interessados em fazer parte da rede de reciclagem do óleo de cozinha podem procurar informações nos sites www.trevo.org.br ou www.ecoleo.org.br.
 

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