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quinta-feira, 8 de julho de 2010


Por Nathália Clark

Com intuito de estimular e difundir conhecimento técnico, o WWF-Brasil, em parceria com a Fundação Florestal, realizou uma oficina de capacitação de gestores, guias, monitores ambientais e demais responsáveis pela supervisão e gerência das UCs do Estado de São Paulo. Realizado nos dias 15 e 16 de junho, no Parque Estadual Ilha Anchieta, em Ubatuba, o evento uniu 30 funcionários de oito parques em prol de um turismo sustentável.

No primeiro dia, a atividade foi voltada para a aplicação do monitoramento dos impactos da visitação, pioneiro no Brasil. O primeiro passo foi a captação de dados iniciais, que servirão como linha de base para futuras análises evolutivas. No segundo dia, o foco foi na manutenção das trilhas. O curso é fruto da parceria de seis anos com a Fundação Florestal e tem como objetivo a melhoria contínua dos parques.

Antes deste mutirão, foi realizada uma primeira oficina, esta no Parque Estadual da Cantareira, com representantes das quatro áreas regionais do Estado. A proposta de dar segmento à iniciativa é para reforçar o conhecimento e ampliar a disseminação das informações aos novos participantes, além de incentivar a adoção das práticas na rotina dos parques.
 
Segundo Cristiano Cegana, analista de Conservação do WWF-Brasil, este mutirão foi realizado a partir do crescente número de visitantes nos parques, por conta do Projeto Trilhas de São Paulo, que estimula a visitação dessas áreas.

“O intuito é monitorar e medir os impactos da visitação e a capacidade de suporte das trilhas, além de estudar melhores formas de gestão dessas áreas. Fazendo isso, aumentamos a capacidade da Fundação Florestal de conhecer os limites de visitação dos parques, diminuímos os riscos para os visitantes e difundimos conhecimento de administração dessas áreas especiais”, afirmou.

Guardiões de uma biodiversidade ameaçada

Os parques que tiveram representantes no projeto são de extremo valor para toda a população. Eles garantem a continuidade e a qualidade dos córregos e rios, o equilíbrio do clima, a proteção das encostas contra deslizamentos e a preservação geral do bioma. São eles, além do Ilha Anchieta, o Parque Estadual Ilhabela, o Parque Estadual Xixová Japuí e o Parque Estadual Serra do Mar.

Ao todo, esses parques abrigam mais de 230 mil hectares de Mata Atlântica nativa. As florestas que estão protegidas nos parques são importantes por sua rica diversidade. O Parque da Serra do Mar, na sua extensão, abriga 131 das 200 espécies exclusivas ou endêmicas da Mata Atlântica, e 42 ameaçadas de extinção. Ele possui também 229 espécies de aves já catalogadas, sendo 18 delas exclusivas do bioma; 15 espécies arbóreas nativas; e 48 espécies de plantas com potencial uso medicinal.

São fragmentos de mata com características naturais, paisagísticas e histórico-culturais únicas, e, por sua beleza, atraem para as unidades um turismo de grande abrangência, ainda desordenado e altamente impactante ao meio. A participação dos funcionários na oficina, portanto, é de suma importância. Em média, os parques recebem de 1.200 (Núcleo Caraguatatuba) a 50 mil visitantes por ano (Parque Ilha Anchieta). O Xixová Japuí chega a recepcionar até 70 pessoas por dia durante os meses de janeiro a março.

Guias capacitados, sociedade satisfeita

Os resultados desta ação são visíveis ao público, que começará a encontrar trilhas em bom estado e funcionários capacitados em planejamento e execução dessas atividades. Desta forma, os guias envolvidos passam a ser mais valorizados e reconhecidos como agentes fundamentais na gestão das UCs. De acordo com Cegana, o principal produto para oferecer aos visitantes são as trilhas reformadas e em boas condições de uso.

Para o guia Reinaldo Gomes dos Santos – conhecido como Zen –, do núcleo São Sebastião, que já havia participado de capacitação anterior, além das informações técnicas, o curso possibilita a confraternização e o aprendizado por meio da troca de informações. “Cada unidade (de conservação) tem um problema específico e nós não conseguimos trocar experiências. Aqui a gente interage com os outros colegas e ficamos sabendo da realidade individual de cada parque”, disse.

Ele destaca também a importância da continuidade do trabalho e da manutenção do grupo de discussão, formado após o primeiro curso, e sugere que ocorram eventos como este a cada dois ou três meses: “poderia ser sempre em uma unidade diferente, para continuarmos conversando e saber até que ponto os resultados evoluíram em cada unidade”, opina. Essa análise de evolução será feita comparativamente, a partir dos primeiros dados coletados pelo monitoramento, captados nesse primeiro mutirão.

Além de repassar o conhecimento adquirido dentro dos Parques em que trabalham, e se tornarem referência para o assunto junto aos colegas, esses agentes em formação ajudarão também na disseminação de informações corretas aos próprios visitantes.

Proposta eficaz que se propaga

Hercules de Souza, vigilante do Parque Estadual de Anchieta, participante pela primeira vez, concorda que o trabalho muda muito depois do curso. “Antes nós só tínhamos uma ideia razoável das trilhas, de manutenção sabíamos pouca coisa. Hoje temos um conhecimento técnico”, afirmou.

Além deste, estão planejados novos mutirões para multiplicar o conhecimento das técnicas, executadas in loco. De acordo com Tatiana Diniz, assistente voluntária do projeto pela Fundação Florestal, as oficinas acontecerão regionalmente, sendo quatro ao todo. Esta primeira foi realizada para parques na região litoral norte. Os próximos encontros abarcarão as demais regiões e estão previstos para serem realizados no segundo semestre de 2010.

© WWF-Brasil / Alexandre Augusto
© Juan Pratginestos / WWF-Canon

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