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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Incêndio Florestal no Mato Grosso: Brasil enfrenta a maior onda de queimadas em cinco anos. Seca, calor e especulação são as causas.
Gadelha Neto, WWF-Brasil

Neste exato momento, dia 2 de setembro de 2010 às 16h, 1.913 focos de incêndio florestal queimam pelo Brasil afora, de acordo com os dados coletados pelo Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desde a zero hora do dia 1º.

Desde janeiro até agora, o Inpe já registrou um total de 49.427 pontos de incêndio, número que supera o mesmo período do ano passado em 161% e pode bater o recorde dos últimos cinco anos, que é de 59.915 focos, no mesmo período, em 2007.

Condições severas de clima seco, com umidade relativa variando na casa dos 20% somadas às altas temperaturas, em especial na região central do Brasil, com uma média de 30 a 35ºC vêm favorecendo a ocorrência de incêndios acidentais e queimadas ilegais, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste.

E o fogo, evidentemente, não se mantém longe das áreas protegidas. Neste momento, estão ocorrendo 107 focos de incêndio em áreas protegidas, sejam unidades de conservação estaduais e federais ou terras indígenas, dentro das suas áreas ou em seu entorno – nas chamadas zonas de amortecimento.

Fator Código Florestal – Além dos fatores climáticos, a maior ocorrência de incêndios este ano pode estar ligada à dinâmica agrícola, segundo Alberto Setzer, coordenador de Monitoramento de Incêndios Florestais do Inpe. Isto, por sua vez, pode, na sua opinião, estar relacionado com as incertezas geradas pela reforma do Código Floretal Brasileiro, que tramita no Congresso.

“As queimadas que estamos detectando ainda não vão aparecer nas próximas taxas anuais de desmatamento, mas a degradação intensa facilita o desmatamento ilegal e, em breve, muitas destas áreas deixarão se ser floresta e se transformarão em outra coisa”, disse Setzer. De fato, as queimadas são o primeiro e mais barato passo para a “limpeza” de áreas de floresta.

A secretária geral do WWF-Brazil, Denise Hamú, concorda com a possibilidade de que as queimadas ilegais estejam ocorrendo em função das discussões sobre o Código Florestal.

“O futuro incerto do Código Florestal pode perfeitamente ser a causa de alguns destes incêndios criminosos. A possibilidade de redução das áreas de proteção permanentes pode estar encorajando os fazendeiros a preparar novas áreas para a agropecuária, com um olho nas emendas que tramitam no Congresso”, disse Hamú.

Supõe-se que o Governo Federal também já desconfie disto, já que a ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, ordenou uma auditoria rigorosa sobre as queimadas deste ano. “A maioria destes incêndios são, de fato, causados pela pelas usuais práticas ilegais”, avaliou a ministra.

Mudanças Climáticas – Leis severas e políticas públicas fortes parecem ser as únicas medidas de adaptação possíveis diante das futuras mudanças climáticas, no que tange aos incêndios florestais. Esta é a opinião de um dos mais respeitados pesquisadores do clima no Brasil, Antonio Marengo, do Centro de Ciências do Sistema Terrestre do Inpe.

“Não podemos afirmar que o cenário diferente que assistimos agora seja causado por mudanças climáticas. Mas este é, sem dúvida, um retrato do que poderá ocorrer no futuro, quando secas mais prolongadas e severas e temperaturas mais altas serão mais frequentes, analisou Marengo.

Ele acredita que não há muito o que ser feito senão preparar autoridades, populações, hospitais e bombeiros para mais poluição, doenças pulmonares e acidentes.

“Evidentemente, estas são medidas paliativas mas não há muito mais o que possa ser feito, já que o uso do fogo pela agricultura é cultural no Brasil”, disse, acrescentando que a esperança está na educação para as futuras gerações.

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